Saturno
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Introdução

É o segundo maior planeta do Sistema Solar, superado somente por Júpiter. Ele é sexto planeta em órbita se contarmos a partir do Sol.
O destaque principal de Saturno é o seu sistema de anéis, esses podem ser visualizados da Terra. Os anéis de Saturno são formados basicamente por uma mistura de gelo, poeira e material rochoso, apresentando milhares de quilômetros de diâmetros, porém sua espessura não passa de 1,5 quilômetros
É um planeta com uma densidade significativamente baixa.
Saturno é constituído, em sua maioria, por gases. A parte interna desse planeta é composta por um núcleo rochoso e gelo, envolvidos por uma camada de hidrogênio metálico e uma camada de gases.
O hidrogênio corresponde há aproximadamente 97% dos gases de Saturno, além dele há um pequeno percentual de hélio, metano, vapor de água, amônia, etano e fósforo.
Saturno tem uma órbita localizada entre as órbitas de Júpiter e Urano. Este planeta leva aproximadamente 30 anos terrestres para completar o movimento ao redor do Sol.
Raio: 58.232 km
Área da superfície: 42.700.000.000 km²
Distância do Sol: 1.433.000.000 km
Massa: 568,3E24 kg (95,16 × Terra)
Duração do dia: 0d 10h 39m
Luas: Mimas, Encélado, Tétis, Dione, Reia, Titã, Hipérion, Jápeto e Febe.

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Saturno é o sexto planeta do Sistema Solar, com uma órbita localizada entre as órbitas de Júpiter e Urano.
É o segundo maior planeta, após Júpiter, sendo um dos planetas gasosos do Sistema Solar, porém o de menor densidade, tanto que se existisse um oceano grande o bastante, Saturno flutuaria nele. Seu aspecto mais característico é seu brilhante sistema de anéis, o único visível da Terra.
Saturno é composto de hidrogênio (97%), com uma pequena proporção de hélio e outros elementos. Seu interior consiste de um pequeno núcleo rochoso e gelo, cercado por uma espessa camada de hidrogênio metálico e uma camada externa de gases.
A atmosfera externa tem uma aparência suave, embora a velocidade do vento em Saturno possa chegar a 1.800 km/h, significativamente tão rápido como os de Júpiter, mas não tão rápidos como os de Netuno.
Saturno tem um campo magnético planetário intermediário entre as forças da Terra e o poderoso campo ao redor de Júpiter.
Antes da invenção do telescópio, Saturno era o mais distante dos planetas conhecidos. A olho nu não parecia ser luminoso.
O primeiro ao observar seus anéis foi Galileu em 1610, porém devido à baixa inclinação de seus anéis e à baixa resolução de seu telescópio lhe fizeram pensar a princípio que se tratava de grandes luas.
ChristiaanHuygenscom, com melhores meios de observação pode em 1659 visualizar com clareza os anéis.
James Clerk Maxwell em 1859 demonstrou matematicamente que os anéis não poderiam ser um único objeto sólido, que deveriam ser um agrupamento de milhões de partículas de menor tamanho.

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Saturno tem um número elevado de satélites, 61 descobertos até então, e está cercado por um complexo de anéis concêntricos, composto por dezenas de anéis individuais separados por intervalos, estando o mais exterior destes situado a 138.000 km do centro do planeta. Esses anéis geralmente são compostos por restos de meteoros e cristais de gelo. Alguns deles têm o tamanho de uma casa.
Saturno é um esferóide oblato (achatado nos pólos) - seus diâmetros polares e equatoriais variam por quase 10%. Isso é resultado de sua rápida rotação. Na linha do equador é notável uma pequena saliência, devido à velocidade de rotação.
Os outros planetas gasosos também são oblatos, mas em menor grau. Embora o núcleo saturniano seja consideravelmente menos denso que a água, a densidade relativa média do planeta é de 0.69 g/cm3 devido à atmosfera gasosa.
Ele tem temperatura média muito baixa, cerca de -125°C.
Júpiter tem 318 vezes a massa terrestre enquanto saturno somente 95 vezes, embora Júpiter seja somente 20% maior que Saturno. Juntos, Saturno e Júpiter detém 92% da massa planetária total no Sistema Solar.

Origem do nome:

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Saturno (do latim Saturnus) é um deus romano do tempo equivalente ao grego Cronos. É um dos titãs, filho do Céu e da Terra. Com uma foice dada por sua mãe mutilou o pai, Urano, tomando o poder entre os deuses.
Expulso do céu por seu filho Júpiter, refugiou-se no Lácio. Lá exerceu a soberania e fez reinar a idade do ouro, cheia de paz e abundância, tendo ensinado aos homens a agricultura, (ele transformou-se na antiga mitologia romana no deus da agricultura e da colheita).
Em Lácio, criou uma família e uma conduta novas, vindo a ser pai de Pico.
Devido à sua posição orbital mais distante que Júpiter, os antigos romanos deram o nome do pai do deus Júpiterão, o planeta Saturno.
Na mitologia romana, Saturno era equivalente a Cronos, antigo titã da mitologia grega. Saturno é conhecido desde os tempos pré-históricos.
Em tempos antigos, era o mais distante dos cinco planetas conhecidos do sistema solar (com exceção da Terra) e, portanto, um personagem importante em várias mitologias.
Os gregos consagraram o planeta mais afastado a Cronos, e os romanos seguiram o exemplo
Cronos era filho de Urano e Gaia e governava o mundo dos deuses e dos homens devorando seus filhos ao nascerem porque uma profecia dizia que seus filhos o destronariam.
Zeus conseguiu se esquivar desse destino e derrotou seu pai, convertendo-se no deus supremo.
Os gregos e romanos, que herdaram dos sumérios seus conhecimentos do céu, haviam estabelecido em sete o número de astros que se moviam no firmamento: o Sol, a Lua, e os planetas Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno, as estrelas errantes que orbitavam em torno da Terra, centro do Universo.
Dos cinco planetas, Saturno era o de movimento mais lento, levando cerca de trinta anos (29,457 anos) para completar sua órbita, quase o triplo de Júpiter (11,862 anos). Em relação a Mercúrio, Vênus e Marte a diferença é muito maior. Saturno se destacava por sua lentidão. Se Júpiter era Zeus, Saturno teria que ser Khronos, seu pai ancião, que perambulava entre as estrelas.
Era a divindade celeste mais distante, e era considerada como sendo o sétimo dos sete objetos divinos visíveis a olho nu. Como possui a maior translação observável, cerca de 30 anos, os astrônomos gregos e romanos julgaram tratar-se do guardião dos tempos, ou "Pai do Tempo".

Estrutura interna

O planeta é denominado um gigante gasoso, mas não é inteiramente gasoso. É constituído primariamente de hidrogênio, que se torna um líquido não-ideal quando a densidade é acima de 0.01 g/cm3. Esta densidade é alcançada em um raio contendo 99.9% da massa de Saturno. A temperatura, pressão e densidade dentro do planeta aumentam consideravelmente no núcleo e nas camadas profundas do planeta, provoca a transição do hidrogênio em metal.
Modelos planetários padrões sugerem que o interior de Saturno é similar ao de Júpiter, tendo um pequeno núcleo rochoso cercado de hidrogênio e hélio com traços de quantidades de vários voláteis. Este núcleo é similar em sua composição ao núcleo terrestre, porém sendo mais denso. Estima-seque o núcleo de Saturno deva ter de 9 à 22 vezes a massa do núcleo terrestre, que corresponde a um diâmetro de aproximadamente 25,000 km.

Atmosfera

A atmosfera de Saturno tem um padrão de faixas escuras e claras, similares as de Júpiter embora a distinção entre ambas esteja muito menos nítida no caso de Saturno. A atmosfera planetária tem ventos fortes, na direção dos paralelos, alterando-se conforme a latitude e altamente simétricas em ambos os hemisférios, apesar do efeito estacionário da inclinação do eixo do planeta. O vento é dominado por uma corrente equatorial intensa e larga no nível da altura das nuvens que chegaram a alcançar velocidades de até 450 m/s durante a passagem da Voyager. A atmosfera de Saturno contém principalmente os gases: Hidrogênio, hélio e metano.
As nuvens superiores são formadas provavelmente por cristais de amônia. Neles uma névoa uniforme parece estender sobre todo o planeta, produzido por fenômenos fotoquímicos na atmosfera superior. Em níveis mais profundos a água da atmosfera condensa-se provavelmente em uma camada da nuvem de água que não poderia ter sido observada.
Assim como Júpiter, ocasionalmente formam-se tempestades na atmosfera de Saturno, algumas poderiam ter sido observadas da terra.

Campo magnético

O campo magnético de Saturno é muito mais fraco que o de Júpiter, e sua magnetosfera é um terço da de Júpiter. A magnetosfera de Saturno consiste em um conjunto de cinturões de radiação. Esses cinturões estendem por aproximadamente 2 milhões de quilômetros do centro de Saturno, principalmente, no sentido oposto do Sol, embora o tamanho da magnetosfera varie dependendo da intensidade do vento solar (o fluxo do sol de partículas carregadas). O vento solar, os satélites e o anel de Saturno fornecem as partículas elétricas para o cinturão. O período de rotação em 10 horas, 39 minutos e 25 segundos do interior de Saturno foi medido pela Voyager1 quando cruzou a magnetosfera. A magnetosfera interage com a ionosfera, a camada superior da atmosfera de Saturno, causando emissões de auroras de radiação ultravioleta.
Nas proximidades da órbita de Titã e estendendo até a órbita de Reia, se encontra uma grande nuvem de átomos do hidrogênio neutro. Como um disco plasma, composto do hidrogênio e possivelmente de íons de oxigênio, estendendo da órbita de Tétis até as proximidades da órbita de Titã.

Órbita

Saturno gira em torno do Sol em uma distância media de 1,418 bilhões de quilômetros. O período da translação em torno do sol completa a cada 29 anos e 167 dias. O período de rotação em seu eixo é curto, de 10 horas, 14 minutos, com algumas variações entre o equador e os pólos.
Os elementos orbitais de Saturno são alterados em uma escala de 900 anos por uma ressonância orbital do tipo de 5:2 com o planeta Júpiter, batizado pelos astrônomos franceses do século 11 como a grandinégalité ("grande desigualdade"), Júpiter completa 5 retornos para cada 2 de Saturno. Os planetas não estão em uma ressonância perfeita, mas são suficientemente próximo de modo que os distúrbios de suas órbitas sejam apreciáveis.

Anéis de Saturno

Os anéis de Saturno são constituídos essencialmente por uma mistura de gelo, poeiras e material rochoso. Se estendem a cerca de 280 mil quilômetros de diâmetro, não ultrapassam 1,5 km de espessura. A origem dos anéis é desconhecida. Originalmente pensou-se que teriam tido origem na formação dos planetas há cerca de 4 bilhões de anos, mas estudos recentes apontam para que sejam mais novos, tendo apenas algumas centenas de milhões de anos. Alguns cientistas acreditam que os anéis se formaram a partir de uma colisão que ocorreu perto do planeta ou com o planeta. Pensa-se que os anéis de Saturno desaparecerão um dia, cerca de 100 milhões de anos, pois vão sendo lentamente puxados para o planeta. Os anéis podem mudar de cor.

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Vista panorâmica dos anéis obtida pela Sonda Cassini-Huygens; percebem-se claramente os diferentes anéis e suas divisões.

Satélites

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Saturno tem um grande número de satélites ou luas, o maior que todos os demais planetas. Os seus maiores satélites, conhecidos antes do começo da exploração espacial, são: Mimas, Encélado, Tétis, Dione, Reia, Titã, Hipérion, Jápeto e Febe. O maior desses satélites naturais é Titã, que tem o diâmetro de 5280 quilômetros (maior que o Planeta Mercúrio).
A sonda Cassini-Huygens em junho de 2004 fotografou o que são considerados mais dois satélites de Saturno, que foram batizados de Methone e Pallene. O outro satélite existente dentro do sistema de anéis de Saturno é Pã.
Encélado e Titã são mundos especialmente interessantes para os cientistas planetários, primeiramente pela existência de água líquida a pouca profundidade de sua superfície, com a emissão de vapor da água geyser. Em segundo porque possui uma atmosfera rica do metano, bem similar a da terra primitiva.
O sistema de satélites maiores de Saturno, que vai até Jápeto, se espalha por cerca de 3,5 milhões de km, enquanto Febe, um satélite menor, faz parte de um sistema de satélites irregulares externos e se localizam a cerca de 12,9 milhões de km do planeta.
Exploração espacial de Saturno: Visto da terra, Saturno aparece como um objeto amarelado, um dos mais brilhantes no céu noturno. Observado através do telescópio, o anel A e o B são vistos facilmente, no entanto, os anéis D e E são vistos somente em ótimas condições atmosféricas. Com telescópios de grande sensibilidade situados na Terra pode-se distinguir a névoa gasosa que envolve Saturno, dos pálidos cinturões e das estruturas de faixas paralelas ao equador.

Datas importantes na observação e na exploração de Saturno

• 1610 - Galileu Galilei observa através de seu telescópio o anel de Saturno.
• 1655 - Titã foi descoberto pelo astrônomo holandês Christiaan Huygens.
• 1659 - Huygens observa com maior claridade os anéis de Saturno e descreve sua verdadeira aparência.
• 1789 - As luas Mimas e Encélado são descobertas por William Herschel.
• 1980 - Acelerada pelo campo gravitacional de Júpiter, a sonda Voyager1 alcança Saturno em 12 de novembro a uma distância de 124.200 quilômetros. Nesta ocasião descobriu estruturas complexas no sistema de anéis do planeta e obteve dados da atmosfera de Saturno e sua maior lua, Titã a uma distância de menos de 6500 quilômetros.
• 1982 - A sonda Voyager2 aproxima-se de Saturno.
• 2004 - A sonda Cassini-Huygens alcança Saturno. Transformando-se no primeiro veículo espacial a orbitar o planeta distante e em aproximar-se de seus anéis.

Observação de Saturno

Saturno é um planeta fácil de observar, porque é visível no céu na maioria das vezes e seu anel pode ser observado com qualquer telescópio. Pode ser observado melhor quando o planeta estiver próximo ou em oposição, isso é, a posição de um planeta quando está posicionada num ângulo de 180°, neste caso ele aparece oposto ao Sol no céu.
Saturno é observado simplesmente no céu noturno como um ponto luminoso brilhante (que não pisca) e amarelado, cujo brilho varia normalmente entre a magnitude de +1 e o 0. Leva aproximadamente 29 anos e meio para completar sua órbita em relação às estrelas da constelação que pertencem ao zodíaco. Com apoio ótico, como binóculos grandes ou um telescópio, é necessário uma ampliação da imagem em pelo menos 20 vezes de maneira que a maioria das pessoas possa distinguir claramente os anéis de Saturno.