Libra
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Libra, a Balança, é uma constelação do zodíaco. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Librae. Representando a balança segurada pela Virgem, a Justiça, esta constelação também foi, por muito tempo, considerada parte do Escorpião.

As constelações vizinhas, de acordo com as fronteiras modernas, são Serpens, Virgo, Hydra, Lupus, Scorpius e Ophiuchus.

Embora não seja uma constelação óbvia, Libra é bastante fácil de se localizar no céu - procurem-se as suas duas estrelas mais brilhantes, no prolongamento da constelação do Escorpião.

Toda a área da Balança fazia, para os Gregos clássicos, parte do Escorpião, representando as suas pinças ou " garras ", até ter sido tornada numa constelação independente no Séc I a.C., pelos Romanos.

No entanto, a figura da Balança já era identificada milénios antes, pelos Babilónios, que nela viam um objecto transportado pelas garras do Escorpião. Apesar de não possuir uma lenda própria, costuma-se relacionar Libra com a constelação vizinha Virgo, pois esta última poderá representar a deusa grega Astreia ( ou Diké ), deidade da Justiça, sendo Libra a Balança com que a deusa pesa a justiça das coisas e das pessoas ou almas, bem como a duração do dia e da noite.

α (Alfa), tem o nome próprio Zubenelgenubi, de uma expressão árabe que refere " a garra do Sul " ( do Escorpião ) - designação atribuída na altura em que fazia parte da constelação do Escorpião. É uma dupla física ( a proximidade entre as estrelas que a constituem é real ), cujas componentes são facilmente observadas separadas uma da outra através de uns binóculos. Hoje em dia é conhecida pelos pilotos e navegadores como Kiffa Australis, nome árabe para " o prato austral " da Balança. O sistema encontra-se a cerca de 70 anos-luz de nós e apresenta uma Magnitude ( global ) de 2.7.

β (Beta), tem o nome próprio Zubeneschamali, de uma expressão árabe que refere " a garra do Norte " ( do Escorpião ) - designação atribuída na altura em que fazia parte da constelação do Escorpião. Hoje em dia é conhecida pelos pilotos e navegadores como Kiffa Borealis, nome árabe para " o prato boreal " da Balança. É uma anã branco-azulada de Mag. 2.6 . Devido a alguns fenómenos intrínsecos da própria estrela, nomeadamente o facto de desenvolver a rápida fusão do hidrogénio a uma temperatura bastante alta, apresenta uma ilusão de óptica curiosa que a torna famosa: é conhecida como a estrela com tom mais esverdeado de todo o céu, especialmente quando observada com binóculos, cor bastante invulgar de se observar numa estrela ( não existem estrelas verdes, apenas ilusões de óptica que podem provocar esta tonalidade ). Este efeito é muito ligeiro e exige céus bastante escuros e ausência de poluição luminosa para que se torne perceptível.

γ (Gama), tem o nome próprio, pouco usado, Zubenelakrab, de uma expressão árabe que refere " as garras " ( ou " pinças " ) ( do Escorpião ). É uma gigante amarela de Mag. 3.9.