Introdução
Estrelas-ceu.jpg

Um Pouco de História


Desde a pré-história o Homem se depara constantemente com eventos astronômicos: O nascer do Sol todos os dias, a mudança de fases da Lua, as estrelas, estações do ano e eclipses. Entender as estações do ano foi fundamental para sua sobrevivência. Era necessário saber quando plantar, quando estocar comida para o inverno, a época de cheia de rios, etc. Assim sendo, Astronomia é considerada a mais antiga de todas as ciências, e de certa forma inspiradora e fortemente relacionada com todas as demais. Os primeiros registros astronômicos conhecidos são da Mesopotâmia, feitos por volta de 8000 a.C.

Os Sumérios praticavam uma forma rudimentar de Astronomia. Eles acreditavam que os eventos astronômicos estavam associados a preságios, espíritos e divindades, .Registros precisos sobre visualizações do planeta Vênus associadas a presságios são datados de 1600 a.C. Por volta de 740 a.C. inicia-se um registro sistemático de fenômenos associados a maus agouros. Esses registros permitiam aos babilônios calcular um período de repetição de eclipses de cerca de 18 anos e poder prever os movimentos dos planetas sem necessidade de consultar os registros antigos. Posteriormente os gregos utilizaram estes dados para confirmar suas próprias medições. Foram dos babilônios que os gregos herdaram seus conhecimentos sobre os planetas visíveis a olho nu e as constelações do zodíaco. Paralelamente ao desenvolvimento da Mesopotâmia, no Egito diversas observações também eram feitas.

Atualidade

Em 1897, é inaugurado em Chicago, nos Estados Unidos, um telescópio de incríveis 18 metros de comprimento. Apesar de ter o diâmetro menor que o Leviatã, 1,1 metros, sua qualidade era muito superior. Descobriu-se que algumas nebulosas encontravam-se muito, muito distantes e começaram a surgir teorias de que talvez houvesse mais galaxias do que apenas a nossa. A fotografia tornava possível olhar cada vez mais longe no espaço. Não era mais necessário observar e relatar com os próprios olhos o que se via e, além disso, filmes sensíveis eram capazes de captar muito mais que nossos olhos.
Em 1917, foi inaugurado o telescópio Hooker, com 2,5 metros de diâmetro, o maior telescópio do mundo até então. Nele, o astrônomo Edwin Hubble fez uma das mais importantes descobertas do século XX. Ele observou que as galáxias muito distantes estavam se afastando da nossa. Dessa forma, ele pode concluir que o universo estava em expansão, criando a base para as teorias sobre o Big Bang, que teria dado origem ao Universo através de uma grande explosão. A espectroscopia nos possibilitou analisar as estrelas distantes, descobrir os elementos químicos dos quais são feitas, determinar suas temperaturas e até mesmo suas massas. Espectroscopia consiste em decompor a luz emitida por um objeto em diversas cores que indicam de que elemento químico o objeto é feito. Albert Einstein, em 1905, publicou a teoria da Relatividade Restrita, que revolucionou drasticamente nosso entendimento do Universo. Em 1915, a teoria da Relatividade Geral demonstrava que a gravidade era o mesmo que uma deformação no espaço causada pela massa do objeto. A descoberta de novos tipos de radiação, o rádio, raios-X, raios gama, infravermelho e outras possibilitaram a construção de telescópios que enxergavam em frequências diferentes das do olho humano.

Na década de 1960, o Homem iniciou um processo de exploração espacial. Pela primeira vez estávamos explorando o espaço diretamente, chegando à Lua em 1969. Em 1990, foi lançado o telescópio espacial Hubble, que nos deu as mais belas imagens do Universo até os dias de hoje. Atualmente, estão sendo construídos telescópios gigantes de até 40 metros de diâmetro. Diversos projetos de novos tipos de observatórios estão sendo construídos, inclusive observatórios espaciais. O próprio Telescópio Espacial Hubble deverá ser substituído por um de 6,5 metros de diâmetro em 2013. O principal objetivo dessa nova leva de instrumentos é procurar planetas extra-solares que possam abrigar vida. Os astrônomos estão muito otimistas que até a próxima década deveremos ter encontrado planetas com sinais de atividade microbiológica.

A Astronomia como a ciência natural mais antiga, esteve sempre atrelada ao progresso da humanidade. Nosso entendimento do Universo aumentou mais nos últimos 50 anos que nos 5 milênios anteriores. Ainda há muitas perguntas sem resposta, e ainda há muito que descobrir. Ao observar o Universo, diversas questões filosóficas são levantadas e o Homem tem a chance de vislumbrar melhor seu papel. Mesmo percebendo que somos infinitamente pequenos em relação a todas essas descobertas, poder compreender tudo isso nos torna muito grandes.